Arquivo da categoria: sou olhos e ouvidos

Cristovão Tezza. O Filho Eterno.

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“Assim, em um átimo de segundo, em meio à maior vertigem de sua existência, a rigor a única que ele não teve tempo (e durante a vida inteira não terá) de domesticar numa representação literária, apreendeu a intensidade da expressão “para sempre” – a idéia de que algumas coisas são de fato irremediáveis, e o sentimento absoluto, mas óbvio, de que o tempo não tem retorno, algo que ele sempre se recusava a aceitar.  Tudo pode ser recomeçado, mas agora não; tudo pode ser refeito, mas isso não; tudo pode voltar ao nada e se refazer, mas agora tudo é de uma solidez granítica e intransponível; o último limite, o da inocência, estava ultrapassado; a infância teimosamente retardada terminava aqui, sentindo a falta de sangue na alma, recuando aos empurrões (…)”

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da série: sp, vol 1

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momento perua deslumbrada.

uma coisa m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a que fiz em SP foi conhecer o studio PILAR.

(aliás, fui lá por indicação de Dani, que por sua vez ouviu dizer da Fernanda, do Oficina de Estilo, que eu queria muito ter conhecido pessoalmente, mas não deu)

conheci não só os vestidos fantásticos da marca, mas tive a sorte de encontrar a própria andrea garcia, menina nota dez. é tudo muito lindo. provei e provei e me senti poderosa.

comprei um vestidinho e fiquei com muito gosto de quero-mais.

recomendo pra todo mundo. tô apaixonada.

Lúcio Cardoso. Crônica da Casa Assassinada.

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“(Sei que as vozes se erguerão contra mim – para servir a Deus é preciso renunciar ao amor humano. Neste caso prefiro não servir a Deus, porque ele me fez humana, e não posso, e nem quero espontaneamente renunciar àquilo que me constitui e umedece minha própria essência. Que Deus é este que exige a renúncia à nossa própria personalidade, em troca de um mirífico reino que não podemos ver nem vislumbrar através da névoa? E sei, a Graça, mas para pobres seres terrenos e limitados como eu, como supor a renúncia e a santidade, como supor o bem e a paz, senão como uma violência criminosa ao espírito que me habita?)”

Maria Berenice Dias. Manual de Direito das Famílias.

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“(…) o fato é que não dispõe a língua portuguesa de uma palavra que permita ao filho identificar quem seja, por exemplo, o companheiro da mãe. Ninguém sabe como chamar o filho da mulher do pai. Também não há um vocábulo que permita distinguir o filho comum frente aos filhos de cada um do par, frutos de relacionamentos anteriores. Claro que os termos madrasta, padrasto, enteado, assim com as expressões filho da companheira do pai, ou filha do convivente da mãe e meio-irmão não servem, pois trazem uma forte carga de negatividade, resquício da intolerância social.

É chegada a hora de se encontrar uma nova terminologia para as novas famílias, chamadas por muitos de reconstituídas, recompostas ou reconstruídas. Como geram entre seus membros um vínculo de afinidade, a sugestão de Waldyr Grisard é acrescentar a palavra afim, portanto, pai afim, mãe afim e até filho afim. Difícil aceitar tais composições que não se revestem de sonoridade. De qualquer forma, persiste o desafio de encontram nomes que identifiquem as relações em que o casamento não é o elemento essencial para definir a família e a verdade biológica não serve mais como fator exclusivo para determinar os laços de parentesco.”