Arquivo mensal: janeiro 2009

Lúcio Cardoso. Crônica da Casa Assassinada.

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“(Sei que as vozes se erguerão contra mim – para servir a Deus é preciso renunciar ao amor humano. Neste caso prefiro não servir a Deus, porque ele me fez humana, e não posso, e nem quero espontaneamente renunciar àquilo que me constitui e umedece minha própria essência. Que Deus é este que exige a renúncia à nossa própria personalidade, em troca de um mirífico reino que não podemos ver nem vislumbrar através da névoa? E sei, a Graça, mas para pobres seres terrenos e limitados como eu, como supor a renúncia e a santidade, como supor o bem e a paz, senão como uma violência criminosa ao espírito que me habita?)”

admirável

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obama tomou posse e eu nem vi o discurso. vi o vestido amarelo de michelle, achei que poderia ter menos brilho. soube que ela usou uma bijou. Entendi que, tudo bem, ela é bem resolvida enquanto eu fico sonhando com frivolidades. Nem vi os sapatos.

ver obama pequeno no meio daquele mundo de gente me lembrou do dia em que vi Nelson Mandela. Assim, quase que de pertinho. Ele me pareceu magro demais, alto. Carregava em si, no seu andar, uma espécie diferente de dignidade, um tipo de promessa. Algumas pessoas trazem consigo um peso: a responsabilidade de fazer a diferença.

Não estou comparando Obama a Mandela. Cada figura histórica em seu momento. Mas acho que, se mais nada Obama fizer, se todas as esperanças nele depositadas forem pro beleléu, já está bom, ele já fez a diferença, já carrega seu fardo. Obama fez com que o mundo pensasse em vias diferentes, em diversidades, no “por que não?” que tantas vezes é um entrave na nossa vida.

E assim como Mandela, Obama nos acordou para a necessidade de se pensar num mundo novo.

em março

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ver radiohead: gooooooood

ver los hermanos: gooooooood

ver radiohead com los hermanos em são paulo um atrás do outro aquela coisa de fã louca gritando sabendo de cor todas as músicas quase sem voz mas urrando “thom, eu te amo” e “rodrigooooooooooo!”, com amigos queridos e meu marido: …

é muito amor tudo junto ao mesmo tempo agora.

vocabulário

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expressão de Katylene que AMEI e adotarei:

“para o mooooooondo que eu quero descerrrrrrr!”

(note a falta de acento, demonstrando que, mesmo nas trevas, eu soube da reforma ortográfica. mas vou me recusar a cumprir as novas regras até quando puder)