as a bird

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Será que eu estou condenada a passar o resto da vida invejando essas pessoas cosmopolitas, que estudaram em 3 países diferentes e trabalharam em outros 10?

Quando penso em meus “sonhos”, aqueles, sabe, da juventude, do começo da faculdade, dos anos bons em que qualquer coisa era possível, eu sempre me pego um pouco amarga: eu, que queria me prender a lugar nenhum, estou hoje no mesmíssimo lugar onde nasci. E não vejo nenhuma perspectiva de me libertar dessa cidade.

Agora, comprando um apartamento (e, meu Deus, como estou feliz com isso), me sinto ainda mais presa. Um imóvel é um pedaço de lugar com meu nome, e eu não sei se algum dia eu desejei isso. Um bem de raiz é uma raiz, e é só um símbolo do quanto eu estou enraizada aqui. No processo de fazer um lar, uma família, me pego abdicando – não sem muito esperneio – daquela fantasia que mais me é cara: a de que eu sou livre.

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