futuro do pretérito

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ultimamente tenho pensado muito na minha ansiedade, nessa onipresente sensação de inadequação, de débito, de que, fazendo uma coisa, eu deveria mesmo era estar fazendo outra. e me sinto culpada por ser assim. se eu fosse quem eu deveria ser, eu seria mais relax, eu lidaria bem com escolhas, com limitações. mas, sendo menos do que poderia, sofro crises de auto-cobrança, em que nunca sou inteligente o suficiente, bonita o suficiente, produtiva o suficiente, boa o suficiente. eu só sou eu, me equilibrando em uma corda bamba.

o pior é que parece haver uma voz me repetindo, incessantemente, “você poderia ser/ter/fazer melhor”. a culpa, claro, é minha: eu é que não posso pagar mais rápido, ganhar mais, ter um emprego mais bambambam, fazer mais exercício, me vestir melhor. Eu é que, defeituosa, estou abaixo de todas as minhas potencialidades.

sei que preciso não me deixar abater, não virar refém. preciso criar um mantra para compreender que meu superego é hipertrofiado. preciso entender que, quando não é, é porque simplesmente não DEU pra ser. e aceitar esse resultado.

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