Gabriel Garcia Márquez. Do amor e outros demônios.

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– É mulher – disse a parteira. – Mas não vai viver.

Foi então que Dominga de Adviento prometeu a seus santos que se lhe fosse concedida a graça de viver não se cortaria o cabelo da menina até a noite do casamento. Mal acabava de fazer a promessa, a criança começou a chorar. Dominga de Adviento, triunfante, exclamou:

– Será santa!

O marquês, que só a viu depois de lavada e vestida, foi menos vidente.

_ Será puta – disse. – Se Deus lhe der vida e saúde.

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