confraternizando

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morar na frente da favela tem lá seus inconvenientes. mas uma coisa da qual a gente nunca pode se queixar é da desanimação do domingo. tem sempre uma festa meio cubana, com som alto e muita salsa e merengue, pra você ver mesmo que pobre é feliz, pelo menos no domingão, comendo churrasquinho com os amigos e vizinhos. e já elegemos uma música-símbolo para o nosso dia sagrado de descanso, que é tocada religiosamente, toda semana, e que precisa ser cantada com aquela tremidinha brega de voz pra ficar perfeita:

Quando acordar de manhã e tomar seu café sozinha,
Pergunte pra sua tristeza se ela também é minha.
escreve meu nome com a ponta do dedo 
Nas sobras de pão sobre a mesa
Acende o cigarro, dispensa o café, e pensa na minha tristeza.

Quando eu acordar de manhã e tomar meu café na rua,
Pergunto pra minha tristeza se ela também é sua,
Amigos perguntam como eu estou, se agente ainda não se viu,
Brincam comigo e me dizem que estou,
Com cara de quem não dormiu.

Não ligo pra ela e ela não liga, 
e a gente fica sem falar.
Se ela não procura, também não procuro,
E a gente fica sem se amar

Quando eu acordar de manhã e tomar meu café na rua,
Pergunto pra minha tristeza se ela também é sua,
Amigos perguntam como eu estou, se agente ainda não se viu,
Brincam comigo e me dizem que estou,
Com cara de quem não dormiu.

Não ligo pra ela e ela não liga
e a gente fica sem falar,
Se ela não procura, também não procuro,
E a gente fica sem se amar.
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