Arquivo mensal: maio 2008

amigos, no multiplex

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semana que vem (05/06 – quinta) tem sessão do AMIGOS DE RISCO, de Daniel Bandeira, no Multiplex Tacaruna. podem ir que eu garanto. o filme é bom porque é bom, pô, e não porque é “daqui”. e podem brincar de me encontrar em algum frame do filme. recado dado. beijo.


tã tã raaã taaã, tã tã raaã

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saí do novo Indiana Jones com aquela sensação nostálgica de infância bem vivida. lembrei das minhas explorações arqueológicas pelo Colégio Damas, do gosto por história que os filmes originais me incutiram e da inocência daquele tempo em que “filme para adolescentes” não envolvia vin diesel explodindo três helicópteros dando um salto mortal.

o tempo passou. eu envelheci. mas harrison ford, quem diria, continua lindo.

yes, nós temos mutantes

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uma coisa que tem melhorado minha vida ultimamente tem sido a notícia sobre a “nova fase” da novela “caminhos do coração/mutantes”. tem relacionamento gay entre mutantes, comunicações intergaláticas e tudo o mais necessário pra garantir boas risadas logo de manhã cedo. tudo com aquele gostinho “quero ser heroes mas sou uma pobre produção da rede record”. até a ex-miss parece que tá pagando de mulher-aranha!!!

Por isso meus amigos, larguem os antidepressivos e vão conferir no youtube: a vida é boa.

antes da guerra

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lembrei hoje que minha mãe me dava dinheiro pra que eu voltasse de ônibus do curso de inglês, em Olinda. Pegava ele ali no bairro novo, por trás do quartel, e ia até jardim atlântico, onde eu descia na parada em frente à padaria Panjá. Eu tinha algo em torno dos dez anos, e voltava com um coleguinha que morava perto da casa da minha avó (esqueci o nome dele). Lembrei que a gente forçava a barra pra passar por debaixo da catraca, pra não gastar o dinheiro da passagem e poder tomar um picolé na padaria antes de ir pra casa. E isso foi há dezoito anos, quando minha vida era bem mais simples e as crianças podiam andar de ônibus sozinhas pra voltar do inglês.

uma a uma

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foram umas dez horas, sem comer, sem beber, sem ir no banheiro. dores musculares, tensão, controle emocional. deveria virar modalidade nova nas olimpíadas de pequim: passar o domingo inteiro montando um quebra-cabeças com mil pecinhas minúsculas.

check up

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não faz muito tempo eu fazia todos os meus exames em um mês. geralmente em janeiro, eu ia no dentista, no oculista, no ginecologista, no dermatologista. agora eu passo grande parte do ano pra completar o ciclo 100% saúde. antigamente, bastavam uns três ou quatro exames. agora todo médico passa pelo menos uns cinco. são tubos e tubos de sangue, tardes e tardes perdidas em salas de espera geladas, com senhas para autorizar qualquer coisa. agora até com impressão digital pra fazer exame! e você é futucada em todas as partes, e não no bom sentido. você é medida, radiografada, ultrassonagrafada (?), esfregada, submetida a luz ultravioleta. liga pra marcar o próximo e só tem vaga, na melhor das hipóteses, pro mês que vem, e olha que é “encaixe”.

todo esse meticuloso monitoramento deveria me dar um grande alívio, mas o negócio é que, quando acaba,  já tá na hora de começar a marcar a manutenção outra vez. mas pelo menos tudo indica que não será a última.

dia de você

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Dizia eu agora há pouco na mesa que todo mundo precisa (e merece) ser um pouco mimado. Quero dizer: as pessoas hoje em dia perderam a noção de delicadeza. Compra-se presente a propósito do dia das mães (obrigação burocrática), mas não se dedica dez minutos para escrever algumas palavras em um cartão. Ninguém mais compra uma besteirinha pro amigo, sem razão nenhuma, só porque lembrou dele (ainda bem que eu e loulou ainda fazemos isso). Não se dá mais flores sem data comemorativa, só por querer provocar um sorriso. Ninguém mais se preocupa em agradar o outro, senão quando cumpre um dever ou busca retorno.

A gente tem tanta obrigação que esquece que as melhores coisas na vida são aquelas que aparecem quando menos se espera, vindas de uma mão estendida.