Arquivo mensal: maio 2008

tã tã raaã taaã, tã tã raaã

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saí do novo Indiana Jones com aquela sensação nostálgica de infância bem vivida. lembrei das minhas explorações arqueológicas pelo Colégio Damas, do gosto por história que os filmes originais me incutiram e da inocência daquele tempo em que “filme para adolescentes” não envolvia vin diesel explodindo três helicópteros dando um salto mortal.

o tempo passou. eu envelheci. mas harrison ford, quem diria, continua lindo.

yes, nós temos mutantes

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uma coisa que tem melhorado minha vida ultimamente tem sido a notícia sobre a “nova fase” da novela “caminhos do coração/mutantes”. tem relacionamento gay entre mutantes, comunicações intergaláticas e tudo o mais necessário pra garantir boas risadas logo de manhã cedo. tudo com aquele gostinho “quero ser heroes mas sou uma pobre produção da rede record”. até a ex-miss parece que tá pagando de mulher-aranha!!!

Por isso meus amigos, larguem os antidepressivos e vão conferir no youtube: a vida é boa.

antes da guerra

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lembrei hoje que minha mãe me dava dinheiro pra que eu voltasse de ônibus do curso de inglês, em Olinda. Pegava ele ali no bairro novo, por trás do quartel, e ia até jardim atlântico, onde eu descia na parada em frente à padaria Panjá. Eu tinha algo em torno dos dez anos, e voltava com um coleguinha que morava perto da casa da minha avó (esqueci o nome dele). Lembrei que a gente forçava a barra pra passar por debaixo da catraca, pra não gastar o dinheiro da passagem e poder tomar um picolé na padaria antes de ir pra casa. E isso foi há dezoito anos, quando minha vida era bem mais simples e as crianças podiam andar de ônibus sozinhas pra voltar do inglês.

uma a uma

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foram umas dez horas, sem comer, sem beber, sem ir no banheiro. dores musculares, tensão, controle emocional. deveria virar modalidade nova nas olimpíadas de pequim: passar o domingo inteiro montando um quebra-cabeças com mil pecinhas minúsculas.