Arquivo mensal: fevereiro 2008

Harper Lee. To Kill a Mockingbird.

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“Well, most folks seem to think they’re right and you’re wrong…”

“They’re certainly entitled to think that, and they’re entitled to full respect for their opinions,” said Atticus, “but before I can live with other folks I’ve got to live with myself. The one thing that doesn’t abide by majority rule is a person’s conscience.” 

reclamando de barriga menos cheia

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por conta do meu expressivo aumento de peso nos últimos meses fiz uma besteira que sempre condenei: comprei uma calça um número maior que o de sempre. besteira porque penso que comprar roupas maiores porque as velhas estão apertadas é incentivo à manutenção do sobrepeso. ficava com as calças torando até que elas ficassem boas novamente, e essa era a minha melhor balança. mas acontece que t-o-d-a-s as minhas calças jeans estavam quase que nem abotoando, e uma delas simplesmente estorou a costura nas laterais (sim, preciso me humilhar publicamente para entender que meu metabolismo de mulher maravilha já virou história). foi aí que precisei, precisei mesmo, comprar uma calça maior, pelo menos pra ter o que vestir sem ficar com medo de ficar pelada no meio do shopping.

isso foi semana passada.

hoje fui vestir a tal calça pela primeira vez e… ela está c-a-i-n-d-o em mim. mesmo com cinto, a cintura tá toda franzida… parece que estou vestindo a roupa de outra pessoa.

primeiro fiquei feliz, porque embora meu peso na balança continue quase o mesmo, é evidente que perdi vários e vários centímetros, graças à volta pra academia e a uma dieta um pouco mais, digamos assim, contida.  voltei a usar meu manequim.

mas peraí! e minha calça novinha da maria bonita extra???

porra, eu só meu dou prejuízo.

No Country For Old Men

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uma das maneiras pra se avaliar um filme como manifestação de arte pode ser o tempo que ele permanece roendo seus miolos. os filmes com substância tendem a ficar rodando na sua cabeça por horas e dias, e depois reaparecem nas suas idéias quando menos se espera. pois parece que Onde os Fracos Não Têm Vez, dos irmãos Coen, é um filme desse tipo.

não sou precisamente uma fã de carteirinha dos Coen (embora ache O Brother, Where Art Thou? um filme fantástico, de assistir dez vezes), mas tive que tirar o chapéu pra maneira pela qual eles costuraram esse provável Oscar.

o fato é que o filme me impressionou, principalmente por seu silêncio absoluto, pelas não-convencionais escolhas da narrativa e por sua tensão contínua, segurada a ferro e fogo pela frieza de Javier e pela franqueza de Josh Brolin. mesmo quando vemos a pasmaceira da vida do xerife – que busca ficar cada vez mais indiferente ao inferno do mundo “lá fora” (vide a observação de sil sobre o filme ser uma obra “sobre envelhecer”) – a tensão continua. eu, pelo menos, ficava sempre esperando aquele silêncio e aquela fala mansa serem quebrados por uma “aparição” de Anton Chigurh.

e, enquanto o filme continua passando na minha cabeça (vi somente ontem à noite), eu mais uma vez me confronto com o dilema da mala cheia de dinheiro. por que diabos Llewelyn simplesmente não se livrou da mala? era o que eu faria, pelo menos assim que eu visse aquele louco do Anton. eu pagaria pra não me meter com ele. mas eu sou covarde e procuro fugir de confusões. eu quero uma vida tranquila, eu sou certinha.

eita, só agora entendi direito o título do filme.