mas como eu ia dizendo …

       o que era mesmo que eu queria dizer?

2008/9 Dezembro 31, 2008

Arquivado em: agora falando sério... — mascomoeuiadizendo @ 9:37 am

como diz aquela música insuportável: é isso aí.

acabou-se o ano. fiz muita coisa, outras ficaram pra depois. como todos os anos. esse, no entanto, é um pouco diferente, porque eu termino o ano com uma futura-casa-nova e várias dívidas novas. esse é diferente porque é o último antes de meus 30. e eu tô fazendo força pra andar pra frente, minha gente!

mas 2009 vai ser um ano especial, tô sentido. vai ser um ano de resoluções, de desatamentos, de novidades.

pra mais tarde, calcinha é nova. vestido é novo, verde! vou começar o ano do melhor jeito possível: descalça, com o homem que eu amo, com minha mãe e olhando pro céu.

aponta pra fé, e rema.

 

no ano novo eu prometo… Dezembro 27, 2008

Arquivado em: Uncategorized — mascomoeuiadizendo @ 6:13 pm

Meus amigos têm realizações: financeiras, de carreira, de viagens. São nomeados, entrevistados, passaportes carimbados. Eu tenho a vida mais suburbana, enfadonha e tranquila do mundo. Sou funcionária pública no sentido drummoniano. Às cinco da tarde gosto de estar colocando água nas plantas. Gosto de ficar planejando cantinhos da minha casa nova. Gosto de ir ao supermercado, de olhar a tarefa da minha enteada, de ouvir meu enteado falar palavras novas. Gosto de ficar na rede com meu marido. E, apesar de toda a felicidade que essas coisas me trazem, eu me sinto uma grande sub: sub-profissional, sub-correntista bancária, sub-desbravadora, sub-conhecedora, sub-gostosa, sub-amiga, sub-curtidora da vida, sub-sub.

 

divã Dezembro 23, 2008

Arquivado em: agora falando sério... — mascomoeuiadizendo @ 4:13 pm

qual o propósito de se fazer terapia? digo, para além de resoluções emsimesmáticas e existenciais, o que é que um analista/terapeuta/psicólogo quer de você? o que ele espera quando você chega lá? que tipo de reação do paciente é, para eles, um prêmio a ser perseguido? uma realização profissional?

geralmente se pensa que é aquele momento em que o paciente diz que entende o problema. mas entender, depois de um tempo, fica fácil demais. e não dá pra você chegar lá e dizer “doutor, estou curado porque já sei o que tem de errado comigo, já sei o que me dói”.

mas hoje acho que encontrei a resposta: o objetivo é você chegar lá, falar falar falar, se debater sobre o que falou por anos a fio, em idas e vindas, tempos e contratempos, pra um belo dia dizer “sim, reconheço o problema, mas hoje ele não representa mais um problema para mim… eu consegui entendê-lo E vivê-lo E superá-lo. isso não me dói mais tanto assim”. é um nível diferente de compreensão, que reclama não só o perceber a existência da dificuldade, mas também (o que é mais difícil) o deixar que o mal se cure sozinho, esó aí então notar que já não há mais nada a ser feito: o nó se desatou.

se eu estiver certa, tanto eu quanto a minha terapeuta teremos um ótimo natal.

 

presente de natal Dezembro 22, 2008

Arquivado em: Uncategorized — mascomoeuiadizendo @ 2:12 pm

finalmente comecei a entrar nos eixos com a balança…

 

duh Dezembro 12, 2008

Arquivado em: Uncategorized — mascomoeuiadizendo @ 2:35 pm

marilou salvou minha vida de novo, lembrando que quantidade e qualidade são coisas BEM diferentes.

te amo, fofuxa das neves.

 

ovo-galinha Dezembro 8, 2008

Arquivado em: agora falando sério... — mascomoeuiadizendo @ 10:09 pm

Minha vida inteira ouvi meus pais dizendo que seríamos seus filhinhos para sempre. Fomos amados até demais. Cresci pensando em família como um conceito monolítico, rock hard, um dado impossível de ser ultrapassado. Quando fui criança, a foto de família foi facilmente resolvida.

Hoje é tudo diferente. A família, para mim como para outros tantos, alargou-se em muitos aspectos, estreitou-se em outros, adquiriu faces insuspeitadas. Modificou-se para fora e para dentro de mim. E está tudo bem. Reformulei meu jeito de ver a família, e fui me ajeitando no meu projeto.

Mas permanece aqui um peso, um membro-fantasma. Uma tristeza-de-domingo-à-noite, talvez, que ainda reclama a ausência da antiga conformação. A menina em mim sente falta da mamãe. Mas não para me dar colo ou pentear os cabelos. Ela sente falta da mãe na hora em que precisa aprender a ser mulher.

A ser a mulher que eu acho que devo ser.

 

katy, amyga Dezembro 8, 2008

Arquivado em: jura?, olha pra isso! — mascomoeuiadizendo @ 5:36 am

gentchy, o que aconteceu? cadê a Katylene? o site saiu do ar?

tô nervosa.

 

o futuro já começou Dezembro 6, 2008

Arquivado em: jura? — mascomoeuiadizendo @ 9:33 pm

10 resoluções para 2009, para serem postas em prática já de agora:

1. organizar a casa nova (me mudar com o mínimo de estresse)

2. ler mais (estudar menos)

3. reclamar menos (viver mais)

4. emagrecer um pouquinho (sacrifícios muitinhos)

5. brincar mais com bichinhos (amaciar o coração de certas pessoas ruins)

6. beber menos (tomar mais água, pura)

7. ver mais filmes (ter menos sentimento de culpa)

8. me comparar menos (pegar leve na personalidade neurótica)

9. dormir menos (acordar mais cedo, peloamor, que o dia precisa render mais!)

10. chegar aos 30 com um mínimo de dignidade (ui).

 

as a bird Dezembro 2, 2008

Arquivado em: agora falando sério... — mascomoeuiadizendo @ 1:46 pm

Será que eu estou condenada a passar o resto da vida invejando essas pessoas cosmopolitas, que estudaram em 3 países diferentes e trabalharam em outros 10?

Quando penso em meus “sonhos”, aqueles, sabe, da juventude, do começo da faculdade, dos anos bons em que qualquer coisa era possível, eu sempre me pego um pouco amarga: eu, que queria me prender a lugar nenhum, estou hoje no mesmíssimo lugar onde nasci. E não vejo nenhuma perspectiva de me libertar dessa cidade.

Agora, comprando um apartamento (e, meu Deus, como estou feliz com isso), me sinto ainda mais presa. Um imóvel é um pedaço de lugar com meu nome, e eu não sei se algum dia eu desejei isso. Um bem de raiz é uma raiz, e é só um símbolo do quanto eu estou enraizada aqui. No processo de fazer um lar, uma família, me pego abdicando – não sem muito esperneio – daquela fantasia que mais me é cara: a de que eu sou livre.

 

queen Dezembro 1, 2008

Arquivado em: Uncategorized — mascomoeuiadizendo @ 6:35 pm

todo mundo precisa e gosta de se sentir importante, especial. e ai de quem não percebe isso.