mas como eu ia dizendo …

       o que era mesmo que eu queria dizer?

it’s alive!! agosto 30, 2011

Filed under: Uncategorized — mascomoeuiadizendo @ 6:56 pm

eu tô viva. mas tendo que me reinventar ainda outra vez.

 

recesso dezembro 29, 2010

Filed under: Uncategorized — mascomoeuiadizendo @ 5:26 pm

Pode-se argumentar que eu sequer estive, de verdade, longe de casa. Passar a semana fora, trabalhando como ando trabalhando, dificilmente se qualifica como “estar longe”. Mas agora que passo uns poucos dias seguidos aqui na capital (poucos demais) vejo o quanto realmente estive e estou distante. Recife é barulhenta, tumultuada, atarefada. E eu estou silenciosa, pensativa, cautelosa. Estamos nos estranhando um pouco. Mas talvez essas diferenças sejam só superficiais: o que eu queria mesmo era me sentir em casa. Não, não consigo dizer exatamente o que é, isso é bem frustrante. O que eu queria mesmo era me sentir, como dizem, home free.

 

na estrada outubro 12, 2010

Filed under: agora falando sério... — mascomoeuiadizendo @ 9:33 pm

eu sempre achei que, com o tempo, ficaria mais fácil.

mas é sempre difícil, difícil como sempre.

 

o pão com o suor do teu rosto junho 19, 2010

Filed under: Uncategorized — mascomoeuiadizendo @ 11:40 am

eu me formei há pouco mais de 8 anos. pensando bem, é tempo demais. não porque 8 anos seja muito,mas porque 8 anos, no curso dos seus 20′s, é praticamente sua vida inteira.

a faculdade não foi tão legal. a maioria das pessoas tem essa nostalgia dos tempos irresponsáveis de faculdade, em que os dias oscilavam entre o ócio, as farras homéricas e as descobertas. pra mim não foi muito diferente, mas havia uma mancha por sobre todo esse processo, um desconforto com aquilo tudo: os livros, os professores, o chatérrimo oquevocêvaifazerdavidaquandotiverodiploma. houve uma época em que ir pra faculdade era um castigo. sair da faculdade foi ainda mais complicado.

pra alguns esse salto é bem mais simples, é pragmático, é natural. pra mim é um problemão, impossível de explicar pra quem conseguiu se descolar em paz.

meu caminho algumas vezes encurtou, na maioria se estendeu para além da conta. nada era bom, nada era eu, eu era sempre o automático das contingências do momento. lembro que meu pai me perguntou qual a área pela qual eu mais me interessava no direito; eu disse uma lá não por nada, eu nem sabia bem do que setratava, mas era o que um amigo estava estudando, então me pareceu mais adequado do que dizer simplesmente “nada, papai, é tudo uma grande encenação pra alguém levar a melhor em cima dos outros”.

fiz tanta coisa até chegar aqui, e olhe que falo estritamente sobre trabalho: dei aula, fui estagiária, advogada, passei pelo profundo processo de desprezo pelo modo de vida que os “de sucesso” invariavelmente adotam. o carrão, o apartamento MD, a insuportável atitude “meu dinheiro compra”. meio que por acidente, acabei virando funcionária pública, e, curiosamente (até hoje essa reflexão me surpreende), acho que foi só aí que comecei a entender meu trabalho de verdade, e a pensar com alguma seriedade no que eu REALMENTE iafazerdavidacomdiploma. acabei sendo encontrada no recanto mais improvável. mas demorou.

ontem finalmente me dei conta de que nos próximos vinte ou trinta dias tudo vai mudar. meu novo emprego não é só mais um novo emprego. é o fim desse caminho – ainda que seja apenas o caminho inicial. e esse fim/início exige de mim algumas das coisas que mais amo. exige minha liberdade, minha rotininha, minhas despreocupações, exige, principalmente, que eu fique longe do que me é mais caro no mundo: minha família. parece que vou ter que, enfim, me soltar. let go. deixar que meu instinto daquilo que é certo me guie.

é mesmo preciso ter cuidado com o que se deseja. geralmente, não no tempo em que a gente quer, mas no tempo próprio que as coisas têm pra acontecer, esses desejos acontecem. e por baixo de tudo, de meus desejos e sonhos e desafios, de meus medos, lembro do dilema que conheci lá no comecinho dessa jornada, no próprio seio daquilo cujo pavor absoluto me trouxe até aqui: “de que vale ao homem ganhar o mundo e perder a sua alma”?

eu quero começar brigando pelo mundo, porque minha alma, depois de quase um década, parece que encontrou um lugar pra trabalhar. começa meio longe daqui.

 

Chicão roubou o meu coração abril 28, 2010

Filed under: olha pra isso! — mascomoeuiadizendo @ 6:38 pm

Apaixonada pelo meu cachorro.

Sempre gostei de bichos em geral, qualquer um. Já tive alguns. Acho que pessoas que convivem com animais tendem a ser mais felizes, mais dadas, mais amorosas. Vi isso claramente quando Chico chegou aqui em casa: meu marido e meus enteados imediatamente passaram a ser mais “bestas”, como as pessoas em geral ficam na presença de bebês, sabe como é? A presença de um bichinho desarma nossas defesas naturais, e apela pro que temos de mais gostoso, de mais natural. Não é por acaso que já está mais do que provado cientificamente que pessoas que convivem com animais de estimação vivem mais e melhor, e se recuperam mais facilmente de doenças.

Na dúvida, quando estiver deprimido, vá à praça e observe crianças brincando com seus cachorrinhos.

Pois bem. Chico chegou em nossas vidas e eu só sabia criar mesmo gatinhos. Louca que fui pelos QUATRO que já criei, foi difícil vencer a barreira de ser uma cat person e passar a namorar com a outra categoria de gente, os dog lovers. Resisti à idéia de um bicho barulhento e espaçoso tumultuando minha casinha, quando tudo poderia ser bem mais fácil com um gatito se espreguiçando na varanda.

Mas foi só vê-lo e já foi pro espaço meu preconceito. Abracei-me com aquele filhote e só voltei pra casa com ele no banco de trás do carro.

E não é que ele se revelou ser um cachorro com um jeito meio felino de ser? Ele quase não late (agora), é tranquilo e educado, só quer estar por perto da gente. Tudo o que ele quer da vida (mais até do que comer!) é estar no mesmo ambiente que a gente, nem que seja num cantinho pra não incomodar.

É claro que agora ele é o maior destruidor de sapatos da face da terra, é claro que sofremos com o xixi pela sala (fase já ultrapassada, aleluia!), é claro que ele É uma preocupação a mais na casa, mas quem consegue resistir a essa carinha? Quem consegue chegar em casa e ser praticamente atacada por um ser tão feliz e não ficar feliz também? Quem consegue não sorrir jogando bola com ele?

Chico é o quinto membro de nossa família e me ensinou que é só dar uma brechinha para o novo e desconhecido pra ganhar, quando menos se espera, um melhor amigo.

ps: paciência, porque acho que desaprendi a escrever.

 

freio de arrumação, como diz meu pai abril 28, 2010

Filed under: agora falando sério...,jura? — mascomoeuiadizendo @ 5:00 pm

Fase: voltando a vida ao normal.

Ainda me sinto perdida com a ausência do stress, mas agora ando a dedicar meu tempo livre aos pequenos prazeres domésticos:

1) arrumando a casa (tem tanto a fazer que acho que não consigo nem começar direito)

2) voltando a ser gente (fazer as unhas, por exemplo, voltar aos exercícios, passear com  o cachorro, trocar os óculos e voltar a usar lente de contato)

3) encontrando mais os amigos (se bem que loulou tá meio sem tempo, mas ainda consegui ver Dani Arrais no domingo! :*)

4) voltando a cozinhar!!!!!!!!!

5) passando mais tempo de qualidade com família (principalmente com mari e as crianças)

e, como ninguém é de ferro,

6) começando a pensar em matutar sobre os novos projetos!!

 

prontofaleiacabou março 21, 2010

Filed under: agora falando sério...,jura? — mascomoeuiadizendo @ 9:05 am

Depois de meses na mais absoluta reclusão, cercada unicamente de livros e preocupações, depois de metade do meu cabelo cair de stress, depois de me tremer de cima a baixo pra fazer a prova oral, bem, voltei à vida, passei no concurso, e agora tudo pode voltar ao normal. até que tudo mude novamente, e eu tenha que me adaptar. achei que a sensação de dever cumprido fosse me relaxar mais, mas a verdade é que quando você passa muito tempo num nível de stress tal, demora mesmo pro corpo, e principalmente pra cabeça, voltar ao normal. no dia seguinte ao resultado acordei às 5 da manhã, como se ainda tivesse que estudar. ainda pego um romance pra ler e me sinto culpada e cansada, e logo o ponho de lado pra fazer alguma coisa “mais útil”. meu marido diz que estou viciada em stress, o que, francamente, acho que é verdade. se alguma coisa não estiver me preocupando, eu arranjo logo logo um problema pra resolver.

mas quando eu me lembro de todo o caminho que percorri, o alívio é maior que a felicidade. nem quero festejar. e eu só quero silêncio, silêncio, silêncio. só quero poder dormir. só quero poder trabalhar. só quero poder ficar com minha família, sem ter que me desculpar. só quero almoçar com meus amigos. só quero ser eu mesma, porque esse – essa fidelidade – é o título que eu mais almejo.

 

Nosso Natal é Natal, também dezembro 24, 2009

Filed under: jura? — mascomoeuiadizendo @ 5:03 pm

Fizemos nosso Natal na terça. Perfeito. 24 horas na cozinha, tudo feito com amor e carinho e do comecinho. Cercados por pessoas que amamos e respeitamos e queremos na nossa casa, com nosso cachorro, nossas crianças, nossos presentes. Foi o melhor Natal que alguém poderia querer.

Feliz Natal pra você, também.

 

Chico dezembro 7, 2009

Filed under: Uncategorized — mascomoeuiadizendo @ 6:08 pm

 

big thirties dezembro 7, 2009

Filed under: agora falando sério... — mascomoeuiadizendo @ 6:06 pm

Há uma semana eu venho carregando os 30 nas costas. Nas últimos meses eu vinha pensando muito em todo o processo de fazer 30, os marcos, os medos, e, especialmente, a pressão. Fazer trinta não é como fazer 29, em que você ainda pode jogar alguma parcela de culpa das besteiras que faz em cima da “juventude”. Aos 30, esperam de você um mínimo de sabedoria (ainda que fajuta). Aos 30 as mulheres começam a se desesperar com a vaidade, porque não basta mais só cortar a sobremesa pra emagrecer e caber na calça jeans (todas entram na academia, na ioga, na dermatologia, na maquiagem boa).Aos 30 você tem que estar casa(n)do, e com planos imediatos de filhos. Aos 30 sua carreira tem que estar definida, sua conta bancária equilibrada e suas férias na europa minimamente gozadas.

Comecei a tensão dos 30 pensando em tudo isso aí de cima que eu não fiz ou não tenho. Tenho 30 anos e não tenho um corpão (nunca tive, talvez a partir de agora venha a ter, se eu dedicar 15 horas do meu dia a isso). Tenho 30 anos e faço (principalmente falo) merda. Tenho 30 anos e não tenho filhos assim, naturalmente meus (e passei os últimos anos pensando sobre isso). Tenho 30 anos e minha carreira (o que é isso mesmo?) tá mais indefinida que final de campeonato brasileiro. Tenho 30 anos e não passo férias na europa. Também não escrevi livro, embora já tenha plantado uma árvore (que acho até já foi derrubada).

Na realidade, eu até queria escrever alguma coisa pra marcar esse momento tão cabalístico, sei lá, tem gente que faz poema, música, faz sessão de fotos, festão. Eu fiz foi muita terapia, pra poder me dar de presente minha inteireza.

É que eu sempre erro, olhando o copo vazio. Meu fazer 30 anos poderia até ser um desastre, se não fosse a parte cheia do copo: tenho 30 anos e sou FELIZ (assim, em caps lock) no amor (vários ex- namorados e ex-marido na mochila), tenho 30 anos e comprei este ano o meu apartamento (vamos lá, pagando ainda alguns pedaços), tenho 30 anos e tenho um emprego que adoro, tenho 30 anos e tenho dois enteados lindos e inteligentes e carinhosos, tenho 30 anos e tenho os melhores irmãos do mundo, tenho 30 anos e minha conta bancária vive equilibrada, tenho 30 anos e pela primeira vez entrei em uma joalheria, apontei pra uma peça e disse “vou levar”. Tenho 30 anos e durmo toda noite com o homem que eu amo e que eu escolhi pra dormir comigo toda noite. Ah, desculpa, já tinha falado nisso.

O resultado da equação é que é muito melhor ter 30 e estar na briga do que ter 20 e viver esperando o momento em que a vida finalmente vai chegar. A vantagem da mudança de dezena é essa: a certeza de que a vida chegou e é essa mesmo e que é melhor se preocupar com o que vestir (passa a ficar feio se vestir como alguém de 16, né?).

E – porque copo somente cheio ainda é pouco, bom mesmo é quando transborda – dei um passo extra e fiz 30 anos e comprei um cachorro. Tsá?

 

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.